quarta-feira, 2 de outubro de 2013

APRENDA A OUVIR AS NOTAS DO CANTO PRAIA GRANDE

Abaixo as notas dos principais curiós de canto praia conhecidos no Brasil e com disco gravado: ================================================================================================================================ Ana Dias - Samaritá no primeiro canto: a) TI TUÍ = 2 notas de entrada de canto b) té té = 2 notas de preparação ou ligação c) QUIM QUIM = 2 notas de Quim Quim d) té té = 2 notas de preparação ou ligação e) UIL UIL = 2 notas de Samaritá f) té té = 2 notas de preparação ou ligação g) QUIM QUIM toi = 2 notas de Quim Quim, seguido da nota Toi h) té té = 2 notas de preparação ou ligação i) TUÉ TUÉ = 2 ou 3 notas de batida de praia NB: Se for repetir, deverá vir com a nota de QUIM QUIM do item "C"em diante. ================================================================================================================================= Ana Dias - Samaritá no segundo canto: a) TI TUÍ = 2 notas de entrada de canto b) té té = 2 notas de preparação ou ligação c) QUIM QUIM toi = 2 notas de Quim Quim, seguido da nota Toi d) té té = 2 notas de preparação ou ligação e) TUÉ TUÉ = 2 ou 3 notas de batida de praia f) QUIM QUIM = 2 notas de Quim Quim g) té té = 2 notas de preparação ou ligação h) UIL UIL = 2 notas de Samaritá i) té té = 2 notas de preparação ou ligação j) QUIM QUIM toi = 2 notas de Quim Quim, seguido da nota Toi k) té té = 2 notas de preparação ou ligação l) TUÉ TUÉ = 2 ou 3 notas de batida de praia Em seguida, poderá arrematar com a nota "purru", ou caso contrário (se for repetir), deverá vir nas notas de QUIM QUIM do item "f" em diante e assim sucessivamente. =============================================================================================================================== Patrício: a) TI = Entrada de canto b) té té = 2 notas de ligação c) QUIM QUIM tuí = 2 notas de Quim quim, seguido da nota Tuí d) té té = 2 notas de ligação e) UIL UIL = 2 notas de Samaritá f) té té = 2 notas de preparação ou ligação g) QUIM QUIM tuí = 2 notas de Quim quim, seguido da nota Tuí h) té = 1 nota de ligação i) TUÉ TUÉ TUÉ = 3 notas de batidas de praia (para fechar o canto) j) té = 1 nota de ligação k) QUIM QUIM tuí = 2 notas de Quim quim, seguido da nota Tuí l) té té = 2 notas de ligação m) UIL UIL = 2 notas de Samaritá n) té té = 2 notas de preparação ou ligação o) QUIM QUIM tuí = 2 notas de Quim quim, seguido da nota Tuí p) té = 1 nota de ligação q) TUÉ TUÉ TUÉ = 3 notas de batidas de praia r) Purrú ================================================================================================================================ Xodó: a) TI UÍ = 2 notas entrada de canto b) tá tá = 2 notas de ligação c) QUIM QUIM tuí = 2 notas de Quim Quim, seguido da nota Tuí d) tá = 1 nota de preparação e) UIL UIL = 2 notas de Samaritá f) tá tá = 2 notas de ligação g) QUIM QUIM tuí = 2 notas de Quim Quim, seguido da nota Tuí h) TIL TIL = 2 notas de ligação altiada i) TUÁ TUÁ TUÁ = 3 notas de batidas de praia

terça-feira, 16 de julho de 2013

RAÇADOR/GALADOR

CONSEITOS DOS GALADORES E RAÇADORES Hoje todos os criadores procuram um macho galador que possa gerar filhotes de ótimo desempenho, cada um na modalidade de sua preferência, ou seja: a propensão a aprender canto, a facilidade para repetir e a disposição para cantar, em especial, em roda de fibra. Aprendemos muito disso com as orientações do Prof. Italiano o Giorgio de Basegio, em seu livro: “Campioni e Razzatori” Não é uma tarefa fácil, justamente porque os pássaros são longevos e tem que se esperar muito tempo para haver uma confirmação da qualidade das crias. Por isso, temos que agir previamente para não haver frustrações. Importante dizer que nós aqui na LAGOPAS, não nos preocupamos com o dialeto de canto do pássaro raçador porque este fato não é genético e sim um processo de aprendizado que o criador tem que trabalhar para obter pássaro com este ou aquele canto. Isto é um pássaro de canto sofrível pode gerar um de canto clássico está provado para nós. Basta tomar os cuidados que se deve ter para obter-se sucesso nesta difícil tarefa. Porém, aqueles que têm poucos pássaros e querem se esmerar em qualidade de canto seria de se preocupar com essa característica do galador. Depois de algum tempo de observação chegamos a algumas conclusões que conseguimos constatar com a experiência e prática na LAGOPAS. Cruzar “tatu” com “cobra”, bicho que não se sabe a procedência e não tem origem comprovada é insucesso na certa. Então, o objetivo é alertar os criadores e façam sua análise para que economizem tempo e trabalho nessa difícil tarefa de produzir pássaros diferenciados. Vamos destacar os aspectos que supomos ser da maior importância quando queremos escolher um galador de sucesso, a saber: 1 Sanidade – fácil de perceber através da saúde e disposição que os respectivos filhotes demonstram; 2 Precocidade – constatar se os filhotes, apenas na questão comportamento, estão dispostos a acasalar e a cantar com fogo antes de um ano de idade. Não quer dizer que um pássaro precoce será um grande campeão quando ficar adulto; 3 Subespécie adequada – Há nove subespécies de bicudos, cada uma tem uma aptidão diferenciada com respeito à outra. Se quiser pássaros de fibra fixe em duas: “maximiliani” ou atrirostris”. Para canto pode ser a crassirostris, a maximiliani e a atrirostris. Para porte e elegância, a atrirostris, do bico preto, é imbatível. Os magnirostris são repetidores, mas em geral não cantam de cara, são muito valentes e não servem para fibra. Os gigantirostris são belos e enormes, para quem gosta de porte, não são repetidores embora tenham uma boa retomada. Já com os curiós não ocorre este fato porque se utiliza na criação somente a subespécie angolensis. Embora se saiba que os curiós oriundos da criação do Paraná e Santa Catarina tem um porte avantajado em relação a outras regiões. Deve-se preocupar neste caso com as famílias e raças de curiós que tem gerado excelências em uma ou outra modalidade. 4 Hereditariedade; averiguar se, embora tenha grande qualidade evidente, seus descendentes assumem as qualidades próprias da respectiva genética; 5 Efetividade; constatar que ao longo do tempo, efetivamente os filhos lograram alcançar sucesso nas modalidades a que se propuseram; 6 Genética de Campeão, comprovadamente é parente próximo ou é de um grande campeão. Lógico um excelente agregado, ajuda a vender as crias, mas é preciso efetividade. Isto é: transmissão comprovada de suas qualidades aos filhos; 7 Porte e elegância; notadamente nos bicudos, verificar se o pássaro tem a aparência mais requisitada e apreciada pelos criadores. Tamanho, cor do bico, postura e aparência como um todo; 8 Mansidão e adaptação – certos raçadores geram pássaros que são mansos e fáceis de lidar por natureza e isto é genético. Supomos um item muito importante a ser avaliado. 9 Produz campeões com diversas fêmeas - essa é uma das principais características de um raçador dos mais cobiçados, aquele que com diferentes fêmeas pode lograr produzir filhotes de alta qualidade. É preciso buscar informações sobre isso e só com muito esforço se consegue saber direito. 10 Consaguinidade– sabe-se que esse aspecto é importante na questão seleção pelo princípio de que a qualidade está ligada ao fato de que o macho tem que ser parente da fêmea para produzir alta linhagem naquela modalidade que o criador escolheu. Deve-se ter cuidado para não produzir pássaros com deficiência e com saúde abalada; 11 Disposição e habilidade - verificar se o pássaro escolhido tem habilidade, sabe passar de uma gaiola para a outra com rapidez e segurança, mansidão e disposição para executar o ato sexual; 12 Fertilidade – verificar se a maioria dos ovos fertilizados geram filhotes; 13 Disponibilidade de DNA – possibilidade de o adquirente confirmar a paternidade do filhote através de disponibilidade do DNA em laboratório confiável; 14 Legalidade e Documentação – é preciso que o criador que fornecerá repasse toda a documentação legal e necessária ao adquirente. Tem que ter origem comprovada, a comprovação da paternidade (ascendentes) e número das anilhas dos genitores o mais transparente possível.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

CÓPULA E PROSTRAÇÃO

Transcrevemos artigo do Dr Gilson Barbosa, conhecido articulista de ornitofilia e criador de curiós de canto clássico, que aborda o assunto com especial propriedade. "CÓPULA E PROSTRAÇÃO De alguma forma todos os criadores de Curiós um dia enfrentarão problemas relacionados à postura de ovos por parte de suas matrizes. Em última estância, enfrentarão situações de dúvida em relação à cronologia que envolve o período que vai desde a cópula até a postura. Via de regra este período varia provocando incertezas quanto ao momento da postura, quando devemos interferir e como fazer esta interferência. O criador de Curiós precisa a princípio adquirir conhecimentos mínimos do que está acontecendo no interior do sistema reprodutor enquanto observa externamente o comportamento e sintomas apresentados pela fêmea. O relacionamento entre o observado externamente (sintomas) com o interno oculto é fundamental para uma tomada de posição frente a uma retenção de ovo por parte da fêmea. Antes de descrever o método pelo qual o criador fará a intervenção, julgo indispensável à obtenção de um diagnóstico do problema com extrema precisão, para tanto, o criador em espacial os principiantes, precisam adquirir os conhecimentos necessários à produção do “Diagnóstico Diferencial” e comparativo com situações de normalidade. INDUÇÃO DA POSTURA MÉTODO DA IMPULSÃO EXTERNA Decorridas 24 horas da cópula ou 72 horas como limite máximo, cabe-nos observar se a fêmea apresenta tristeza acentuada, geralmente acompanhada de respiração ofegante, plumagem grossa (embolada), e se estiver sobre o fundo da gaiola não reagindo a ser colhida com a mão, em caso afirmativo, trata-se de caso clássico de Retenção de Ovo. Este diagnóstico não falha. Os sintomas poderão ocorrer na postura do primeiro ovo, no entanto temos verificado o problema também na postura do segundo, (Caso da casca mole é mais freqüente no segundo ovo). Ocorre ainda na postura de um só ovo que pode ser mole, ou, duro avantajado. Constatado o quadro descrito a cima colocamos imediatamente em prática o método da Impulsão Externa que consiste no seguinte. 1º Passo Colhemos a Curiôa cuidadosamente com a mão direita (devemo-nos acercar de todos os cuidados para que a enferma não se debata nem alce vôo de nossas mãos) colocamos de costas sobre a palma da nossa mão esquerda de forma que o dedo médio faça o apoio nas costas e com o dedo indicador e anular da mesma mão prendam suas azas garantindo-nos uma boa contenção. (se não dispor desta habilidade manual solicite ajuda a terceiros). Ver fotografia Contenção-01. 2º Passo Com a mão direita livre, utilize as extremidades dos dedos indicador e anular para localizar o osso externo do peito “Quilha” e, deslocando-o em direção ao anus encontramos a cavidade abdominal logo abaixo das costelas, esta parte da ave é desprovida de ossos e suavemente deslocamos os dedos ligeiramente abertos sobre os intestinos buscando manter sempre a simetria do abdômen em relação a linha definida pelo osso externo, ai aplicamos nesta área leve pressão em direção ao orifício anal, podemos mediante a sensibilidade das extremidades do dedo localizar o ovo por apalpação e determinar quantos são e a condição de casca se mole ou dura. Efetuamos mediante a constatação por apalpação com as extremidades dos dedos movimentos lineares dotados de leve pressão que vão do osso externo até o local aonde se encontra alojado o ovo. Ao sentir o ovo sob os dedos saberemos o grau de dificuldade para expulsa-los, pois, se a casca for mole a dificuldade esta na constrição dos músculos do oviduto que deformando-o impedem-no de sair. Se a casca for dura a dificuldade será pela pressão bi polar exercida pelos músculos constritores, logo que tenhamos conhecimento da situação quanto ao tipo de casca procederemos de maneira diferenciada. 3° Passo. Se o ovo possui casca mole (caso documentado com fotografias e anexadas) podemos efetuar uma pressão maior com as pontas dos dedos indicador e anular até encontrarmos a extremidade vértice do ovo, (procedendo desta forma não corremos o risco de exercermos pressão sobre o ovo o que fatalmente o romperia) neste ponto efetuamos movimentos delicados de pressão que irão estimular, ou mesmo substituir as contrações e ajudar a impelir o ovo através do oviduto até o orifício anal. Como podemos verificar o processo é demorado, então precisamos intercalo-lo com instantes de descanso o que provoca muitas das vezes uma retomada das contrações por parte da Curiôa e geralmente a postura ocorre durante o período de descanso. Caso contrário, retomaremos as pressões anteriormente descritas, intercalando-as com períodos de descanso até que se verifique o surgimento de um ponto branco (Fotografias Contração-01-02-03) que crescerá à medida que o método se desenvolve até o surgimento de boa parte da coroa do ovo, neste momento mediante o uso de uma seringa dotada de agulha grossa e sem ponta (agulha de uso bovino) efetuamos uma punção de todo o conteúdo do ovo e em seguida puxamos a sua casca membranosa e vazia com a ajuda de uma pinça finalizando desta forma todo o processo, a fêmea em dois dias estará totalmente recuperada, no entanto é recomendável coloca-la por algumas horas em local aquecido para recuperar-se. Se o ovo possui casca dura o processo é o mesmo, devemos apenas tomar o cuidado de não efetuar pressão sobre o ovo e sim sobre a sua extremidade vértice em direção a sua saída, é necessário tranqüilidade e concentração durante todo o processo que deve ser intercalado por descanso até atingirmos o objetivo. A segurança do executor do método é fundamental, deve repousar no fato de ter adquirido todos os conhecimentos necessários à prática do mesmo, pois não há lugar para insegurança ou vacilo, iniciado o processo devemos ir até o fim. Em alguns casos a postura pode ocorrer logo após a massagem, para tanto o ovo deve deslocar-se até a cloaca. Acreditamos que a divulgação do método descrito não se constitui novidade entre os criadores de pássaros que já os praticam há décadas, no entanto o criador iniciante encontrará ao seu dispor as informações necessárias e capazes de salvar a vida de várias fêmeas em reprodução. Observar conjunto de fotografias anexadas." Autor Gilson Barbosa gilsonferreirabarbosa@hotmail.com

sexta-feira, 3 de maio de 2013

SELEÇÃO GENÉTICA

Seleção Genética Seleção Genética - Depuração do Plantel Devemos no início da Estação de Cria escolher criteriosamente o genitor mediante análise do seu genótipo. Este Curió deverá representar o melhor que podemos conseguir em termo de "Pedigree" (conjunto de todos os seus ascendentes). Esta escolha criteriosa deverá garantir a correta combinação de gens que comporá o genótipo que se pretende produzir. O genitor escolhido deve ser o mais perfeito representante das qualidades que o credenciará a desempenhar a meritosa função de padrear todas as progênies da Estação de Cria; em outras palavras, será ele o pai de todas as gerações da Estação de Cria em questão. Todas as matrizes deverão ser testadas em busca da identificação daquelas cuja progênie exibirá as boas características latentes em seu genitor. Cada cruzamento deverá ser lançado em livro de Registro Genealógico do Criadouro contendo todos os dados do genótipo do padreador e da matriz envolvida em cada cruzamento. Efetua-se a resenha das características que se objetiva conseguir na progênie. Sabemos que não existem curiós geneticamente perfeitos, cada pássaro é composto por boas e más heranças genéticas, portanto selecionamos aqueles portadores das heranças genéticas desejáveis e eliminamos da criação os portadores das heranças indesejáveis, com tais comportamentos estaremos praticando a Seleção do Plantel. Após efetuarmos no final da estação de cria a seleção de todas as progênies, reservamos as irmãs de ninho dos filhotes machos considerados portadores dos fatores desejáveis para cruzarmos no ano seguinte com o pai objetivando a fixação destes fatores. Tal prática nos assegurará após alguns anos a formação do Genótipo previamente planejado e geneticamente estabilizado, podendo ser produzido por várias gerações. PCLambertini 03/05/2013

MELHORAMENTO GENÉTICO DO CURIÓ

Melhoramento Genético para Criadores Iniciantes Introdução: muito pouco ou quase nada se tem escrito sobre Melhoramento Genético do Curió ou mesmo sobre Seleção Genética. Temos a impressão de que o Curió está imune às Leis da Genética e que não podemos aplica-las para melhorar as suas qualidades. Se não dispomos de Curiós de excelentes qualidades em quantidades suficientes para atender a demanda do mercado, duas hipóteses me ocorrem: Não temos produção suficiente, ou temos, porém de qualidade duvidosa. Temos verificado entre os criadores o desejo obstinado de produzirem ninhadas a qualquer custo, e isto é muito bom, porém precisamos aliar aos nossos desejos os Melhoramentos Genéticos necessários. Formação do genótipo do criadouro: todos os criadores de Curiós buscam a formação de um genótipo próprio para o seu Criadouro. O Genótipo é a sua "Marca Registrada". Para a formação desta "Marca Registrada" devem simplesmente adquirir pássaros portadores de herança genética de sua preferência como ponto de partida para a formação e desenvolvimento do seu criadouro que se encontra em formação. Pode-se ainda proceder ao aperfeiçoamento do genótipo adquirido como forma de tornar-se um criador representante daquela "Linhagem", no entanto, a aquisição de genótipos desenvolvidos por outros criadores como ponto de partida para a criação, tem sido cada vez mais freqüente entre os criadores por agregarem valor aos seus descendentes. O desejo de cada um é possuir pássaros com características próprias, portanto é indispensável que se faça uma escolha tecnicamente correta na hora de se adquirir um Curió. A definição dos caracteres desejáveis para iniciar o trabalho de adequação de suas preferências sobre o genótipo recém adquirido é de fundamental importância, pois, a maneira mais eficiente de se obter o melhoramento genético do Curió é através da prática dos Cruzamentos Dirigidos. Estes cruzamentos proporcionam a fixação na progênie dos caracteres desejáveis portados pelos padreadores envolvidos nos cruzamentos e baseiam-se no principio da "Hereditariedade" que consiste no fenômeno da continuidade biológica pelas quais as formas vivas se repetem nas gerações que se sucedem (progênie). Buscamos identificar (descobrir) entre os padreadores e matrizes que dispomos, as melhores combinações de Genes, (combinações gênicas) capazes de se manifestarem espontaneamente na progênie. Todo o trabalho é voltado à investigação e identificação da melhor composição genética que podemos dispor para a formação do Genótipo do nosso criadouro. Esta combinação deve atender aos nossos critérios de qualidade já que dispomos de um plantel (banco genético) e exercemos sobre ele um total controle, podendo conduzir de forma criteriosa os cruzamentos definindo quais genes irão compor a progênie de cada acasalamento. Sabemos que determinada progênie será parecida com seus pais mediante princípios de hereditariedade e que, os pais são do jeito que são porque também herdaram qualidades e defeitos dos seus, logo o processo de hereditariedade se renova a cada cruzamento e podemos interferir em busca da Composição Gênica que melhor se enquadre às nossas exigências, podemos planejar quais fatores genéticos comporão a progênie da próxima ninhada e que seguramente serão herdados dos Pais. Fica claro mediante o exposto que, a qualidade de uma progênie é determinada por sua herança genética que se manifestará no momento oportuno e, caberá ao criador selecionar os indivíduos mais representativos e portadores dos fatores genéticos desejáveis para constituírem ao longo do desenvolvimento da criação o seu plantel. A este conjunto de ações planejadas denominamos de Seleção Genética. PCLambertini 03/05/2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

UM POUCO MAIS DE VETORIZAÇÃO

1. DEFINIÇÃO Vetorização é o nome que damos ao resultado canoro conseguido através do estado “psicológico condicionado” resultante da atuação de elementos sonoros, instrução do dialeto da espécie ou situações sonoras exteriores, impressas pelos órgãos dos sentidos, em momentos “geneticamente pré-estabelecidos” para memorização do dialeto da espécie. Ex: O filhote foi vetorizado com o canto Praia Grande Clássico. A afirmativa diz respeito a que tal filhote, embora estando na fase do corrichar na época apropriada irá assoviar tal dialeto, pois o mesmo encontra-se Vetorizado. O filhote passa a ser portador desta informação tornando-se um vetor deste dialeto que se encontra impresso. 2. CARACTERES DESEJÁVEIS DO FILHOTE Deve ser comprovadamente filho de Curió de excelente TEMPERAMENTO (fogoso), possuidor de BOA VOZ e REPETIDOR DE CANTO e já ter transmitido tais caracteres a filhotes de ninhadas anteriores. Deve ser comprovadamente filho de Curiôa de excelente TEMPERAMENTO (fogosa), filha de curió possuidor de BOA VOZ e REPETIDOR DE CANTO e já ter transmitido tais caracteres a filhotes de ninhadas anteriores. 3. QUANDO INICIAR O PROCESSO Após o nascimento do filhote em questão, mais precisamente no 16º (décimo sexto) dia de nascido, ou seja, 3º (terceiro) dia após a saída do ninho (momento em que ocorre a manifestação dos INSTINTOS SELVAGENS do pássaro e ele perde a ingenuidade característica dos NIDÍCOLAS), momento em que o filhote fica arredio, arisco, (NIDÍFOGA) e tenta fugir da presença do criador, atentando contra as grades da gaiola, é neste momento que devemos iniciar o processo de VETORIZAÇÃO do dialeto mediante a implantação do método de CONFINAMENTO ÁUDIO E VISUAL, ainda em companhia da mãe. 4. MÉTODO DE VETORIZAÇÃO DO DIALETO CONFINAMENTO AUDITIVO E VISUAL Conduzimos a gaiola da fêmea para uma Gabine de Vetorização ou recinto aonde as influências externas são totalmente eliminadas (ausência total de qualquer tipo de manifestação sonora) exceto a exposição sonora do DIALETO que se pretende vetorizar denominada de INSTRUÇÃO, executada através de equipamento CD-Player Programável, ou Pássaro Eletrônico com excelente qualidade sonora, com exibições controladas por TIMER em número de 03 ou 04 exibições diárias com duração de no máximo 15 (quinze) minutos cada e intercaladas por pialadas e chamados entre cantadas, distribuídas da seguinte forma e horários. - Das 05:30 (Cinco e trinta) horas às 05:45 (Cinco e quarenta e cinco) horas da manhã. - Das 07:00 (Sete) horas às 07:15 (Sete e quinze) horas da manhã. - Das 09:00 (Nove) horas às 09:15 (Nove e quinze) horas da manhã - Das 17:00 (Dezessete) horas às 17:15 (Dezessete e quinze) horas Os espaços compreendidos entre as exibições serão preenchidos com a utilização de um rádio sintonizado em emissora FM com volume moderado tendo como finalidade provocar o estímulo canoro do filhote e ao mesmo tempo criar uma dinâmica sonora no ambiente intercalada por falas do locutor quebrando a monotonia do confinamento, evitando que o filhote se interesse por eventuais influências sonoras que por ventura penetrem no ambiente. O volume do rádio não deve exceder a certos limites, pois há uma tendência dos filhotes tentarem suplantar o volume do rádio, transformando-se no decorrer do tempo em verdadeiros gritadores o que prejudicaria a formação do seu timbre, estragando para sempre o seu canto por adquirirem tal hábito. Caso seja usado Cabines de Vetorização, os espaços compreendidos entre as exibições poderão ser preenchidos por gravação sonora do barulhode água corrente como fonte estimulativa. Ao completarem 30 (trinta) dias de nascidos os filhotes são separados do convívio da mãe que retornará ao criadouro para produzir a próxima ninhada ou se durante a cria dos filhotes ocorrer da fêmea solicitar a cópula (pedir gala), os filhotes devem ser temporariamente removidos da gaiola de criação para um recinto sonoramente seguro enquanto a cobertura da fêmea é efetuada longe da presença dos filhotes que em nenhuma hipótese devem ouvir o canto e as serradas do padreador durante a cópula sobre pena de inutilizarmos os filhotes. Logo em seguida retornamos os filhotes ao convívio da mãe que fará a postura e iniciará a incubação dos ovos sem negligenciar a sua tarefa de alimentar os filhotes separados por grade divisória. 5. APARTAÇÃO Aos 30 (trinta) dias de nascidos os filhotes são apartados da mãe em gaiolas individuais e encapados permanecendo no mesmo regime em que se encontravam anteriormente. Agora, sem a presença da mãe, inicia-se o CORRICHAR. Procede-se em seguida a SEXAGEM, permanecendo no recinto apenas 01 (um) macho ou em caso de 02 (dois) machos na ninhada, o de melhor temperamento. Em nenhuma hipótese o filhote em questão deve ouvir ou trocar canto com outros filhotes. O ensino é individualizado por questões territorialistas e da busca do aprendizado com a máxima perfeição, sendo ainda que, os filhotes que aprendem a cantar em pequenos grupos adquirem uma série de hábitos indesejáveis, tais como abrir o canto e logo em seguida interrompê-lo para escutar a resposta do companheiro. Estabelecido este vício ficam inutilizados para sempre, o grupo não desenvolve o caractere repetição e passa a emitir apenas fragmentos do dialeto ministrado no afã da disputa que se instala entre eles por QUESTÕES TERRITORIALISTAS. O filhote que submetemos ao método de CONFINAMENTO AUDITIVO E VISUAL após a apartação já tem memorizado todo o dialeto contido nas instruções, ou seja, O CANTO ESTÁ VETORIZADO e como a encapagem da gaiola lhe tira a visão, tal fato o leva a aguçar a audição (fenômeno este muito conhecido entre os deficientes visuais) buscando dar conta do que acontece no ambiente onde se encontra confinado emitindo chamados ao menor movimento no recinto. A partir deste ponto passamos a ter o máximo de rendimento do método, mais também o máximo de cuidado com eventuais invasões sonoras indesejáveis no ambiente. Continuamos com as instruções nos horários anteriormente estabelecidos, bem como a utilização do rádio que pode ter o seu volume um pouco aumentado tendo em vista o aguçamento auditivo do filhote e, possibilidades de contaminação sonora vinda do exterior. Tais preocupações são dispensáveis com o uso das Cabines de vetorização. Com o crescente desenvolvimento do corrichar o criador tende a submeter o filhote a um maior número de instruções e exposições mais duradouras. Tal tendência deve ser controlada sob pena de inutilizarmos o filhote, pois o excesso de instruções nesta fase é totalmente desaconselhada, tendo em vista que o filhote já foi vetorizado. Precisa-se apenas nesta fase exercitar-se estimulado pelo som do rádio (na natureza os filhotes nesta fase buscam os cursos dos rios e cachoeiras para estimular-se à prática do corrichado) para desenvolver a SIRINGE (órgão responsável pela fonação). Preparando-se para o surgimento dos primeiros assovios, a intensificação de instruções nesta fase provocará a total inibição do corrichar com o estabelecimento do medo, desinteressando-se pelo aprendizado e em casos mais graves se instala o DPA- Distúrbio da Plumagem do Pássaro com o surgimento da injúria da plumagem (auto depenação). O filhote deve ser mantido rigorosamente dentro do esquema previamente estabelecido. 6. MANEJO DO FILHOTE O ambiente em que mantemos o filhote deve ser relativamente confortável, bem arejado, desprovido de correntes de vento, umidade excessiva tais como banheiros e cozinhas e em nenhuma hipótese deverá ter as paredes revestidas de azulejo, cerâmica ou pastilhas, pois tais ambientes não absorvem o som (por serem revestidos com material refletivo e não absorvente) das ondas sonoras provocando eco (reflexão da onda acústica pelas paredes) e reverberação (persistência de um som num recinto limitado, depois de haver cessado a sua emissão pelo pássaro). A conseqüência direta é a má formação do timbre, com a metalização da voz do filhote, dotando-o de um timbre com testura irritante, com a eliminação da maviosidade e maciez. (perde o veludo da voz). Tal preocupação é dispensada com o uso das Gabines de Vetorização. O ideal seria um ambiente revestido com cortinas, se possível paredes revestidas de manta de espuma de nylon ou qualquer material absorvente sonoro. Aos 03 (três) meses ou próximo desta idade o filhote confinado inicia a emissão dos PRIMEIROS ASSOVIOS e em 15 (quinze) dias já está com o canto (ou o que ele estiver executando como canto) completamente limpo de CORRICHADOS. O canto a partir desta data será composto apenas por assovios inicialmente acelerados e meio descoordenados (dizemos que o canto está turbado) o que vai se ajustando com o passar dos dias. O filhote apresenta-se bastante agitado, muito nervoso irritando-se com muita freqüência, principalmente com o dorminhoco (pequeno poleiro alto da gaiola), efetuando com freqüência uma espécie de vôo giratório em torno da extremidade do dorminhoco com emissão de sons que se assemelham a um CHILREADO que acompanha os movimentos circulares (três a quatro voltas completas e contínuas no ar) que se assemelham ao pairar de um beija-flor em visita a uma flor, só que no caso em questão a extremidade do dorminhoco faz às vezes da flor e o filhote gira voando em torno da extremidade. Tal movimento é conhecido entre os criadores que usam o método pelo o nome de BEIJA-FLOR. (Não confundir com Salto Mortal LOOPED etc.). Neste estágio, passamos a ministrar a instrução apenas duas vezes por dia (início e fim do dia), tomando por base a prática do método, temos verificado que os filhotes não suportam a massificação das instruções e se estressam retraindo-se, comprometendo todo o desenvolvimento da AUTO CONFIANÇA no momento em que começa a ter as primeiras experiências com o canto. As conseqüências são as piores possíveis, pois com instruções desnecessárias ocorre o desinteresse total do filhote e se estabelece o medo. Neste estágio o canto já se encontra vetorizado precisando apenas ser exercitado com tranqüilidade e moderação para que tenha um bom desenvolvimento. Ministrar instruções Longas e demoradas, nesta fase do ensinamento estabelecerá Aspectos Territorialistas no filhote tais como disputas de canto com a instrução. Tal fato leva o filhote a fragmentar suas emissões de canto inibindo totalmente o processo de aprendizagem e repetição, quando não afeta o estado psicológico com o estabelecimento do medo causando danos irreversíveis tais como: Destruição do Temperamento (com abertura de asa constante), Auto Depenação, (arrancamento das penas pela ave) Afinamento (imobilização da ave no poleiro por longos períodos). O filhote, em nenhuma hipótese, deve deixar o recinto de confinamento sobre quaisquer pretextos, e muito menos a capa ser removida; em nenhuma hipótese deve tomar conhecimento do mundo exterior para não dividir a sua atenção com o que acontece lá fora. Nesta fase, qualquer manejo da gaiola pode provocar a estimulação do temperamento levando o filhote a um estado de agitação e nervosismo que prejudicará todo o trabalho em desenvolvimento, pois o manejo precoce pode desencadear o processo de repetição do canto antes que ele se forme completamente levando a ave a só cantar fragmentos, não mais se interessando pelo aprendizado, e pior ainda, estabelecer o hábito de repetir um fragmento de canto. O estado de agitação e nervosismo (enfezamento) que acometem filhotes de excelente procedência o leva a externar de forma exagerada um temperamento fortíssimo que conduz o filhote a uma fluência canora super abundante e exaustiva, provocando um cantar sem limites, levando o filhote a um estado de rouquidão irreversível quando não o derruba do poleiro num ataque fulminante que lhes ceifa a vida. Registro aqui o fato de que alguns filhotes da linhagem ESTRELA BAIANA interromperam o corrichado entre 45 (quarenta e cinco) e 60 (sessenta) dias de apartação da mãe, iniciando precocemente a fase de limpeza do canto com emissões de assovios. Tal fato, embora muito desejável por parte dos criadores, tem acarretado uma gama muito grande de problemas, pois a SIRINGE (órgão responsável pela fonação) necessita de no mínimo 90 (noventa) dias de corrichado para poder se desenvolver e executar assovios com a fluência e intensidade característica desta linhagem de excelentes curiós que se desenvolve no Sul da Bahia. Valho-me do conhecimento de alguns casos ocorridos entre nós sendo que o de rouquidão tem sido muito freqüente. Os filhotes aqui referidos começam a assoviar de maneira exaustiva e ininterrupta, apresentando volume de emissão de canto e fluência excepcional sobrecarregando a SIRINGE que não estando completamente desenvolvida começa a apresentar problemas que vai desde a rouquidão (com a perda da afinação e em seguida da voz) até a morte do filhote. Em tais casos, o filhote deve ser contido a qualquer custo. Deve ser conduzido a local onde predomine a penumbra (presença parcial da luz) e desativado todos os meios e recursos de estimulação do canto tais como: sons produzido por rádio, reprodução de instruções através de quaisquer meios, predominando o silêncio absoluto inclusive a eliminação de quaisquer influências externas, em especial o canto de outro pássaro, devendo predominar a tranqüilidade e o silêncio absoluto mesmo que em último recurso tenhamos que coloca-lo “cara a cara” com um outro filhote fêmea , de idade semelhante, durante o tempo que se fizer necessário para a recuperação dos danos por ventura já causados na SIRINGE ou porprevenção. Em casos de lesão a SIRINGE, (rouquidão do filhote) ministrar no bebedouro água potável com pequenos pedaços de casca desidratada da fruta ROMÃ, (fruto da romãzeira) que tem dado bons resultados. Não exagerar na quantidade de casca, pois a mesma produz rapidamente coloração amarelada na água com um forte amargor. O tratamento deve ser suave e durar até cessar a rouquidão. Lesões da SIRINGE por exaustão tem sido uma preocupação constante entre os criadores da raça ESTRELA. Ao atingir os 04 (quatro) meses de idade o filhote já emite todo o dialeto ensinado apresentando algumas dificuldades, tais como: a emissão em demasia de determinadas notas ou a eliminação de outras, verificando-se com freqüência no caso do Canto Praia Grande Clássico uma desordem na estrutura do canto por ser muito extenso e variado. Alguns filhotes negam a entrada de canto, outros os arremates, outros ainda, fazem uma confusão generalizada. Tudo depende especificamente de cada um, de uma maior ou menor capacidade de assimilação, sendo que algumas características estão sempre ligadas a outras, ou seja, uma característica provoca o surgimento de outra, é a causa gerando um efeito. Vejamos, os filhotes que apresentam o canto bastante desordenado geralmente são muito fluentes e emitem com muita rapidez e facilidade tríades (conjunto de três notas) que predominam no canto Praia Grande propiciando a confusão a que me refiro, pois bem, tais filhotes são geralmente os que irão repetir canto, pois a fluência associada ao fôlego são condições indispensáveis para tal fim. Os filhotes que emitem demasiadamente certas notas o fazem porque ainda não automatizaram a emissão correta do canto e tendem a executá-lo todo em tríade (conjunto de três notas) não observando os conjuntos de duas notas (dual) que eles executam como tríades acrescentando uma nota a mais. Temos observado que certa deficiência ocorre por excesso de determinada qualidade, os filhotes apresentam tendências das mais variadas, compete ao criador identifica-las e dosa-las buscando a formação correta do dialeto. Aí começa a etapa de lapidação do canto. Escrito por: Dr. GILSON FERREIRA BARBOSA.

domingo, 20 de maio de 2012

DICAS DO SR. VILSON DE SOUZA NAVEGANTES-SC

Olá amigos.

A convivência com os curiós é a maneira mais prática para conhecê-los, aprender empiricamente suas manias e costumes, qual a melhor forma para o manejo adequado, seja na reprodução de filhotes ou no encarte do canto desejado pelo seu proprietário. 
Seria pretensão demais dizer que sabemos tudo sobre curiós, pois comparando com o ser humano, cada um tem suas características e personalidade própria, no caso os curiós, principalmente na reprodução e no encarte do canto, é a convivência e a observação que nos faz a cada dia aprendermos mais sobre esse maravilhoso pássaro.
Hoje em dia existe no país milhares de curiós, que com paciência, persistência e exaustivo treinamento do proprietário, encartaram um canto perfeito, coisa que no passado poucos curiós aprendiam a cantar com perfeição.
Todos sabem que um curió bom de canto, com o encarte regional desejado pelo seu proprietário, não se faz da noite para o dia, depende de muita persistência, paciência, dedicação e treinamento adequado empregado pelo seu proprietário.
De nada adianta você adquirir um curió de um criador idôneo, de uma excelente linhagem genética e não empregar os três procedimentos básicos e essenciais: paciência, dedicação e treinamento.

- Maneira errada: Adquirir um curió com 1 ano ou mais, que foi criado entre outros pássaros, tipo azulões, coleiros, canários da terra, canários belga, etc. nunca ouvindo ou raramente ouvindo um Cd do Canto desejado pelo adquirinte. 
Aquirir um curió que foi criado entre outros curiós, no mesmo cômodo de fêmeas e filhotes pialando, mesmo ouvindo CD, pois os pialados das fêmeas e filhotes irá distraí-lo e com certeza o curió não irá se concentrar no Cd de Canto e consequentemente não irá aprender a cantar. 
Ter sido criado ouvindo o pai cantar um canto imperfeito, com canto grego ou cantando com omissão de algumas notas.

- Maneira correta: Adquirir um curió filhote, com 40 dias até no máximo 3 meses, se possível fazendo antes da aquisição uma visita ao criatório, verificando se o criador de curió dispõe no criatório de ambientes separados, com sala das fêmeas solteiras, sala dos galadores, sala maternidade (local onde as fêmeas chocam os ovos e nascem os filhotes), sala dos filhotes machos, sala das filhotas fêmeas, preferencialmente com isolamento acústico entre os cômodos ou distantes um do outro, de forma que os curiós de uma sala não sejam ouvidos pelos curiós de outras salas. 
Adquirir filhotes de boa genética, de preferência que seja filho ou irmão de curiós que já se destacaram em torneios ou já apresentaram bom resultado no encarte de canto. 
Se você preferir adquirir um curió já encartado com o canto desejado de Escolas/Academias de Canto, conhecer as técnicas e táticas que foram usadas no encarte do canto e se possível conhecer e ouvir o curió cantando em videos no You Tube, sendo que, neste caso, o curió poderá ser pardo ou preto, com qualquer idade. Existem curiós muito bons com canto perfeito já encartados em Escolas/Academias de Canto. 
Se for adquirir um curió já encartado de um mantenedor, fica fácil, basta conhecer e ou ouvir o curió cantar, observando a perfeição no canto, a melodia, o andamento e o balanço e se é repetidor ou não.

Muitas pessoas leigas, adquirem um curió filhote, com 40 dias, filho de curiós que já tiveram outros filhos que já se destacaram no canto, de excelente genética, de criatório com ambientes separados, achando que seu curió terá um canto correto, sem erros, não empregando os três procedimentos básicos: paciência, dedicação e treinamento.

- Maneira errada: Criar seu pardo ouvindo o canário belga do vizinho cantando o dia todo ou ouvindo outros pássaros, principalmente o "pardal" pássaro comum em todos os telhados e jardins de quase todas as residencias de nosso país. Criar seu pardo numa elegante estaca branca e dourada em sua sala de estar, com o Cd tocando de maneira correta, ligado por 30 minutos e desligado por 30 minutos, porém com um erro drástico, a TV ligada ou música tocando junto com o canto do Cd, o que ocasionará com certeza, um aprendizado deficiente, fazendo com que o seu pardo aprenda o canto, porém omita algumas notas ou mesmo não aprenda a cantar. 
Nunca deixá-lo na cozinha ou em banheiro azulejado, pois o filhote aprenderá a cantar com som metálico ou musicado, devido a acústica do som. 
Outro erro que é comum acontecer, muitos proprietários levam seu pardo passear com 2 a 3 meses, em praças ou na casa de amigos, afastando-o de seu pequeno território, no caso a sua casa, o que deixará o curió assustado e estressado, devido ao local estranho e desconhecido que se encontra.

- Maneira correta: Criar seu pardo em um cômodo de sua casa destinado unicamente para esse fim, com capa na gaiola, deixando a parte da frente da capa aberta, com  iluminação anema e com um aparelho de encarte ligado das 06:00h às 18:00h, tocando por 30 minutos e desligado por 30 minutos com um rádio ligado em uma FM durante esse intervalo. Caso não seja possível acomodá-lo nesse cômodo, deixá-lo durante o dia no seu quarto ou no quarto de um filho, também com capa semi aberta na gaiola, com iluminação anema, com o aparelho de encarte ligado e com a porta e janela fechada, retirando o pardo a noite para pernoitar em um ambiente escuro. 
todas as manhãs de sol, deixá-lo de 3 a 5 minutos no banho de sol, de preferência bem cedo que o sol não está tão quente. Após recolhê-lo, trocar a água do bebedouro, colocar uma banheira com água na gaiola, retirando a banheira após o banho.
Indispensável falar que a maneira mais prática que existe no encarte do canto é criá-lo em um estúdio acústico, empregando a técnica correta, porém, nem todos tem espaço ou condições de construir em sua casa um estúdio acústico.
(Estúdio acústico: pequeno cômodo revestido com Espuma acústica perfilada, com janela e com porta revestida com borracha ou E.V.A. para evitar entrada de som externo).

Ter muita paciência, como diz um provérbio chinês: 
"Um momento de paciência pode evitar um grande desastre; um momento de impaciência pode arruinar toda uma vida", portanto, não ter pressa em ver e ouvir seu pardo soltar o canto. Ter paciência e persistência é primordial no encarte do canto para quem quer ter no futuro próximo um bom curió.

Ter muita dedicação, não medindo esforços no que se refere a cuidados e manejos, empregando ao seu pardo uma alimentação balanceada com mistura de sementes para curió, dando ovo cozido moído com um garfo ou passado em uma peneira misturado a farinhada, dar bastante verdura e trocando água todos os dias, indispensável falar também na higiene da gaiola, a qual deverá ser limpa todos os dias para evitar doenças ou piolho que poderá afetar a saúde de seu pardo.

O treinamento é fundamental no aprendizado do encarte de canto, como exemplo, lembre-se que um atleta não é campeão por acaso, ele é bom e venceu porque seu treinador empregou técnicas e táticas adequadas, num treinamento demorado. Assim acontece com o seu pardo, para ter um canto correto e perfeito, sem erros, dependerá única e exclusivamente do treinamento técnico que será empregado por você. 
Como já mencionei, não deixá-lo ouvir outros pássaros, mantê-lo em um ambiente específico, aparelho de encarte ligado das 06:00 às 18:00h, ligando por 30 minutos e desligado por 30 minutos com rádio FM ligado nesse intervalo, só tirá-lo de seu pequeno território (cômodo da casa), colocando-o na varanda, sacada do apartamento ou levando passear de carro e expor ao público em uma praça, quando tiver soltado o canto e com canto firme e correto. Para um curió firmar o canto, varia muito de curió para curió, podendo demorar 6 meses, 8 meses ou até mais de ano.

Apesar de eu nunca ter participado de torneios de canto, devido a falta de tempo em virtude de meus afazeres profissionais, já encartei muitos curiós que deram bons com canto perfeito, em contrapartida, no passado já tive curiós ruins de canto, em consequência da falta de conhecimento na época.

Já aprendi muito com os curiós, porém ainda não sei tudo e tenho muito que aprender ainda. Não sou dono da verdade e sei que alguns curiozeiros experientes vão contestar alguma coisa que mencionei acima, mas os curiós são um enigma e só aprenderemos se convivermos com eles e observarmos o seu comportamento e a sua personalidade.

Desejo a todos uma boa sorte e sucesso no encarte de seu pardo.

Um abraço!

Vilson de Souza - Navegantes-SC. 
(Autorizado a cópia deste Artigo para Blogs e Sites, desde que seja citado o nome do autor e a fonte).